Dor no Tornozelo


Dor no tornozelo é queixa frequente tanto e atletas como em não atletas.

A sindrome do impacto no tornozelo é uma causa bastante conhecida por ortopedistas e fisioterapeutas.

Ocorre quando há o “atrito” excessivo de tecidos moles e/ou ósseo na articulação do tornozelo, principalmente na amplitude final do movimento, como por exemplo ao ficar na ponta do pé, realizar agachamento, chutar uma bola, por isso é frequente em bailarinos, ginastas, jogadores de futebol, ou qualquer pessoa que execute movimento repetitivo principalmente no final do arco de movimento, incluindo movimentos lesionais como entorses de repetição.

Tanto pode ser a  causa como a consequência de uma biomecânica alterada desta articulação.

A principal causa são as lesões pós-traumáticas, especialmente lesões ligamentares, resultando em dor crônica no tornozelo.

Facilmente distinguimos o impacto anterior e o posterior do tornozelo, embora do ponto de vista anatômico e clinico essas síndromes possam ser classificadas em: ântero-lateral, anterior, ântero-medial, póstero-medial e posterior

O impacto anterior do tornozelo: é caracterizado por dor crônica na região anterior do tornozelo, exacerbada pela dorsiflexão. Além disso, podem estar presentes: instabilidade, edema e limitação da dorsiflexão.

Ocorre frequentemente secundário a trauma direto (força de impacto) ou dorsiflexão do tornozelo repetitivo (força de impacto e tração repetitiva), após entorses de tornozelo ou ainda pela presença de osteófitos.


“Um estudo mostrou que um percentual significativo de atletas profissionais (45% a 59%) apresentava osteófitos nas radiologias convencionais, sem sintomas de impacto anterior, o que leva a crer que a associação de cicatrização e espessamento sinovial são mais importantes para produzir a síndrome clínica do que simplesmente a presença de osteófitos.”

Existem fatores que podem contribuir para o desenvolvimento do impacto anterior no tornozelo. Estes devem ser avaliados e corrigidos com orientação do fisioterapeuta, são eles:

  • Falha no processo de recuperação em lesões prévias,

  • Rigidez e edema articular

  •  Função muscular deficiente: fraqueza, encurtamento

  • Anormalidades ósseas

  • Alterações biomecânicas do pé: pé chato

  • Biomecânica pobre do membro inferior

  • Treinamento inadequado (incluindo técnicas, calçados e superfícies de treinamento)

  • Treinamento ou atividade excessiva

  • Período de recuperação no treinamento/atividade inadequado

  • Precária estabilidade do core

  • Equilibrio e propriocepção deficientes

Quando o tratamento conservador fora a escolha, a fisioterapia irá ajudar a atingir objetivos funcionais e o retorno às atividades anteriormente desempenhadas sem dor, através de:

  • Massagem em tecidos moles – Massagem Transversa Profunda (Cyriax), Liberação Miofascial

  • Mobilização Articular – tipo Maitland, Mulligan, etc.

  • Eletroterapia: Ultra-som, TENS, Laser

  • Dry needling

  • Tapings rígidos, elásticos, Mulligan: tendão calcâneo, tornozelo, ou de suporte do arco

  • Órteses

  • Indicação e treinamento do uso de muletas

  • Indicação de calcanheira ou palmilha

  • Termoterapia

  • Exercícios de flexibilidade, força e equilíbrio

  • Educação do paciente

  • Modificação da atividade chave

  • Correção biomecânica

  • Programa de retorno gradual às atividades

Fontes:

Vaseenon, Tanawat, and Annunziato Amendola. “Update on Anterior Ankle Impingement.” Current Reviews in Musculoskeletal Medicine 5.2 (2012): 145–150. PMC. Web. 25 Aug. 2015.

LIMA, Claudio Marcio Amaral de Oliveira et al.Síndrome do impacto do tornozelo na ressonância magnética: ensaio iconográfico.Radiol Bras [online]. 2010, vol.43, n.1, pp. 53-57.


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